Comemoração à distância

Publicado em 12/06/2020

     

“Longe dos olhos, mas perto do coração”. O famoso ditado nunca fez tanto sentido. Em tempos de quarentena, muitos casais de namorados precisaram adiar os encontros para cumprir as recomendações de segurança para evitar a propagação do coronavírus. E com a comemoração do Dia dos Namorados, a data mais romântica do ano, o jeito é recorrer à tecnologia para matar a saudade e fazer a celebração a dois de um jeito diferente: cada um na sua casa. 

É o caso da administradora Maria Beatriz Zadra e do publicitário Rodrigo Arranz. Juntos há um ano e oito meses, há quase 90 dias enfrentam o maior desafio do relacionamento: a impossibilidade de se ver. “Passamos por perdas familiares no ano passado, e foi muito difícil para ambos, mas um tinha ao outro no momento. E agora estamos passando por tudo isso à distância, então tem sido bem difícil”, confessa Beatriz. Apesar da saudade da cara-metade – Rodrigo mora com a avó de 95 anos e não quer expô-la a nenhum risco ao sair de casa -, a administradora admite que o período de isolamento social, ao mesmo tempo em que trouxe um pouco de estresse, tem servido para fortalecer o amor dos dois. “Este tempo nos fez repensar muitas atitudes e valorizar cada minuto que podemos passar com as pessoas”. Se para alguns a distância acaba esfriando o amor, no caso de Beatriz e Rodrigo, o resultado foi ao contrário. “Sentimos que nosso amor fortaleceu muito e nos motiva cada dia mais a nos prepararmos para o que queremos viver no nosso futuro”, diz Rodrigo.

 

Amor internacional

A gerente comercial do jornal A Semana Muriel Pupo e o engenheiro Marco Avendaño já estão acostumados com a distância. É que ela, brasileira, mora em Mogi das Cruzes e ele, boliviano, em Santa Cruz de La Sierra. Conheceram-se há quase três anos no Rock in Rio e, desde então, a agenda dos dois é organizada para, no máximo, a cada dois meses, conseguirem se encontrar. Só que com a pandemia e as fronteiras fechadas, eles já estão há quatro meses sem se ver pessoalmente. “Conversamos todo o dia por mensagens e fazemos videochamadas também”, diz Muriel. Ela confessa que este é o momento mais desafiador para os dois. “Já estamos acostumados com a distância, mas desta vez é diferente, porque estamos sem perspectiva de quando podemos nos reencontrar. Não sabemos quando as fronteiras estarão abertas novamente e também não queremos correr nenhum risco”, conta.

Passar o Dia dos Namorados longe de Marco não é novidade para ela. É que, na Bolívia, a data é comemorada no dia 24 de setembro. “Espero que até lá possamos nos ver”, brinca. Ainda assim, a data não passará em branco para o “casal internacional”. “Tenho certeza que estaremos na mente um do outro o dia todo e à noite nos veremos por chamada de vídeo”.






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