75% das famílias em ocupação não são de Mogi

Publicado em 14/05/2021

     

A Prefeitura de Mogi das Cruzes, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, acaba de concluir um estudo social feito na área da Vila São Francisco, que foi invadida em março deste ano. Assistentes sociais estiveram no local e cadastraram todos os ocupantes, além de numerar todas as unidades identificadas. O trabalho visa ofertar proteção social aos mais vulneráveis e, ao mesmo tempo, levar conscientização sobre os riscos envolvidos em ocupações desordenadas.

Ao todo, foram 291 unidades identificadas, sendo 222 sem ocupantes (176 inacabadas) e 69 unidades cadastradas e habitadas. Das 69 unidades ocupadas, detectaram que 52 famílias são de outras cidades, sendo a maioria da zona leste de São Paulo e 17 famílias declararam ser de Mogi das Cruzes. Ao todo, foram constatadas 216 pessoas presentes na área, sendo 129 adultos e 87 crianças e adolescentes. 

Durante o processo de cadastramento, foi possível verificar que a invasão se originou de grupos de outras cidades. O levantamento também apontou situação de extrema precariedade e risco à saúde pública, com a inexistência de fornecimento de água, de esgotamento sanitário, além de devastação da vegetação, morte de animais nativos e presença de animais peçonhentos e vetores de doenças graves, como aranhas e carrapatos. 

Importante destacar ainda que as unidades não se caracterizam como casas propriamente ditas e sim barracos, sendo muitos inacabados e totalmente desprovidos de condições que permitam a moradia segura. 

O objetivo, a partir da realização desse estudo, é analisar alternativas para a oferta de proteção social a essas pessoas, em parceria com as próprias famílias e também com a empresa que detém a posse da área. 

 

Fechamento da área

 

A intervenção complementa uma série de ações que vêm sendo desenvolvidas pela Prefeitura, buscando evitar que novas invasões aconteçam no terreno. Nesta segunda-feira, dia 10, uma operação, que contou com a participação das Secretarias Municipais de Segurança e de Serviços Urbanos, além da Guarda Municipal, concluiu o trabalho de fechamento da área, para evitar novas ocupações. A ação não compreendeu a remoção de nenhuma família do local. 

As medidas de fechamento atendem o cumprimento da liminar concedida pelo juiz Eduardo Carvert, da Vara da Fazenda Pública, que determinou o congelamento da área, proibindo qualquer ato de terraplanagem, remoção de terra, derrubada de vegetação, além da modificação da estrutura já existente e da condição do local. A área segue sendo monitorada pela Guarda Municipal. “Deixamos claro que esta ação não é para retirar ninguém da área. A Prefeitura está dando cumprimento a uma decisão judicial e a Guarda Municipal irá manter a vigilância e o monitoramento no local”, afirmou o secretário de Segurança, André Ikari.






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