Por seu coração enorme, há 40 anos Maria dos Anjos Cury, 83, foi convidada para ser voluntária da Santa Casa de Mogi e atualmente está à frente da coordenação do trabalho voluntário de mais de 40 pessoas que atuam na Ong Avosc-Associação dos Voluntários da Santa Casa. As senhoras trabalham em todos os setores do hospital e os homens, no setor de ortopedia. Todos visitam e conversam com os pacientes, ouvem suas necessidades e tentam ajudá-los a resolver seus problemas. “Estas pessoas que foram fundamentais também na construção da nova capela da Santa Casa. É um trabalho feito com muito amor e desprendimento”, completa D. Maria. Ela nasceu e viveu em Itajubá-MG até os 24 anos, quando se mudou para Mogi após se casar. Porém, morou por um período da adolescência em uma fazenda próxima a Guaratinguetá-SP. Nesta oportunidade, aos 12 anos, percebeu sua natureza solidária ao lidar com os colonos e ajudar as mulheres na hora do parto. Até hoje se encanta em estar junto à pediatria, providenciar o enxoval e dar suporte às mães carentes. Para ela, seu destino é esse: lidar com crianças.
Maria dos Anjos Cury | Voluntária
Aos 15 anos teve seu primeiro emprego em uma loja de roupas em Itajubá. Em Mogi, trabalhava em casa como costureira e dedicava seu afeto nas atividades voluntárias. É viúva do tenente Wadih Cury, ex-combatente da 2ª Guerra Mundial, pai de sua filha, Leila Maria, que trabalha na secretaria da Apae Mogi e é mãe de Mariana e Juliana. Confessa que adora todas e sente-se bastante paparicada por elas nas reuniões no final do dia e em finais de semana. Há cerca de um ano, sofreu uma queda que deixou algumas sequelas e, como mora sozinha na região central da cidade, conta com o apoio de Ester nos afazeres domésticos. Seu prato predileto é macarronada com molho feito com caldo de frango. Virginiana, gosta de fazer tricô, está sempre pronta para servir a quem precisa e a cultivar com carinho suas amizades. Seu estilo é social e em seu guarda-roupa não podem faltar casacos. Sua cor é o vermelho e o perfume Calandre, de Paco Rabanne. Seu livro de cabeceira é a Bíblia Sagrada. Encantou-se em conhecer Israel e os lugares por onde Cristo passou, e as viagens de peregrinação na Europa. No Brasil, aponta como o melhor passeio a cidade de Porto Alegre-RS. É bastante dedicada aos projetos da Avosc, como a campanha das fraldas, o bingo beneficente e já se prepara para a barraca de algodão doce e pipoca da ONG na festa de 450 anos de Mogi. Católica, foi ministra de eucaristia, frequenta a Igreja do Carmo, e é devota de São Francisco de Assis, Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora do Carmo. A primeira filha dos 12 filhos de Geraldina e João Roberto Bittencourt afirma que, para fazer o bem, além do espírito voluntário, também é necessário o comprometimento, amor ao próximo e responsabilidade; o que sintetiza com a frase: “Ame ao próximo como a si mesmo”.
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