Ultimas Notícias: O que acha sobre o bafômetro na Entrada dos Palmitos   |    Molho Picante   |    Mudanças na Lei Seca   |    Hospitais de Mogi enfrentam problemas    |    Começa a Festa do Divino Espírito Santo   
A Semana
 Home | A Semana | Expediente | Fale Conosco Edição: 733 de 19 a 25 de Maio de 2012
Buscar:
Cidades
Construção & Imóveis
Cultura & Variedades
Dicas
Editorial
Educação
Em Evidência
Especial
Esportes
Fique Sabendo
Ideias & Negócios
Indústria Perspectiva
Manchete
Molho Picante
Noivas
On Business
Opinião do Leitor
Política
Receita do Chefe
Região
Resumo da Semana
Saúde
Semanex
Social


Editorial
Um basta à violência
Edição: 720 de 18 a 24 de Fevereiro de 2012

Charge da Semana>

 

O ritmo de carnaval contagia o País, mas não podemos fechar os olhos para questões importantes como a violência contra a mulher. Na semana passada foi condenado Lindemberg Alves Fernandes, assassino confesso de Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos. O fato ocorrido em 2008 mobilizou o País, que acompanhou o drama da menina e dos amigos que estavam em seu apartamento em Santo André e foram feitos reféns pelo ex-namorado, que não aceitava o fim do relacionamento. Como ela, muitas mulheres são agredidas por homens violentos, que não conhecem outra forma que não seja a força para resolver seus conflitos.
O caso Eloá levanta ainda outras questões como a invasão da polícia, se foi correta ou não, e a cobertura da Imprensa, que se permitiu entrevistar Lindemberg em um programa de TV. Por mais que cobremos liberdade de Imprensa, em um momento como este é preciso um rigor maior para evitar interferências no trabalho policial. Quem sabe assim o desfecho não fosse outro? São especulações sobre perguntas que nos fazemos sempre para definirmos quais são os nossos limites. O mesmo vale para a polícia, será que as negociações não se estenderam por tempo demais? 
Enquanto isso, a Lei Maria da Penha ganhou reforço recentemente, quando os ministros do Superior Tribunal Federal (STF) concluíram que a abertura de ação criminal contra o responsável pela lesão corporal não está mais condicionada a uma representação da vítima, ou seja, a mulher não precisa mais prestar queixa, basta qualquer denúncia de vizinhos. Isto certamente contribuirá para que os culpados sejam efetivamente punidos e não possam em virtude de ameaças, continuar impunes.  
A morte de mulheres nas mãos daqueles que diziam amá-las precisa ter fim. A mobilização em torno do tema tende a crescer a cada dia. Uma medida reivindicada em Mogi é a criação de uma Coordenadoria da Mulher, o que permitiria a vinda de recursos federais para aumentar a rede de proteção às mulheres e pode ser uma boa solução para atenuar este problema que aflige toda a sociedade, independentemente do poder aquisitivo das famílias. 

O ritmo de carnaval contagia o País, mas não podemos fechar os olhos para questões importantes como a violência contra a mulher. Na semana passada foi condenado Lindemberg Alves Fernandes, assassino confesso de Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos. O fato ocorrido em 2008 mobilizou o País, que acompanhou o drama da menina e dos amigos que estavam em seu apartamento em Santo André e foram feitos reféns pelo ex-namorado, que não aceitava o fim do relacionamento. Como ela, muitas mulheres são agredidas por homens violentos, que não conhecem outra forma que não seja a força para resolver seus conflitos.

O caso Eloá levanta ainda outras questões como a invasão da polícia, se foi correta ou não, e a cobertura da Imprensa, que se permitiu entrevistar Lindemberg em um programa de TV. Por mais que cobremos liberdade de Imprensa, em um momento como este é preciso um rigor maior para evitar interferências no trabalho policial. Quem sabe assim o desfecho não fosse outro? São especulações sobre perguntas que nos fazemos sempre para definirmos quais são os nossos limites. O mesmo vale para a polícia, será que as negociações não se estenderam por tempo demais? 

Enquanto isso, a Lei Maria da Penha ganhou reforço recentemente, quando os ministros do Superior Tribunal Federal (STF) concluíram que a abertura de ação criminal contra o responsável pela lesão corporal não está mais condicionada a uma representação da vítima, ou seja, a mulher não precisa mais prestar queixa, basta qualquer denúncia de vizinhos. Isto certamente contribuirá para que os culpados sejam efetivamente punidos e não possam em virtude de ameaças, continuar impunes.  

A morte de mulheres nas mãos daqueles que diziam amá-las precisa ter fim. A mobilização em torno do tema tende a crescer a cada dia. Uma medida reivindicada em Mogi é a criação de uma Coordenadoria da Mulher, o que permitiria a vinda de recursos federais para aumentar a rede de proteção às mulheres e pode ser uma boa solução para atenuar este problema que aflige toda a sociedade, independentemente do poder aquisitivo das famílias. 

 

Asemana Digital
Clique aqui para Visualizar

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

A Semana 2009. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo deste site em qualquer meio de comunicação, sem autorização escrita.