Charge da Semana>
O ritmo de carnaval contagia o País, mas não podemos fechar os olhos para questões importantes como a violência contra a mulher. Na semana passada foi condenado Lindemberg Alves Fernandes, assassino confesso de Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos. O fato ocorrido em 2008 mobilizou o País, que acompanhou o drama da menina e dos amigos que estavam em seu apartamento em Santo André e foram feitos reféns pelo ex-namorado, que não aceitava o fim do relacionamento. Como ela, muitas mulheres são agredidas por homens violentos, que não conhecem outra forma que não seja a força para resolver seus conflitos.
O caso Eloá levanta ainda outras questões como a invasão da polícia, se foi correta ou não, e a cobertura da Imprensa, que se permitiu entrevistar Lindemberg em um programa de TV. Por mais que cobremos liberdade de Imprensa, em um momento como este é preciso um rigor maior para evitar interferências no trabalho policial. Quem sabe assim o desfecho não fosse outro? São especulações sobre perguntas que nos fazemos sempre para definirmos quais são os nossos limites. O mesmo vale para a polícia, será que as negociações não se estenderam por tempo demais?
Enquanto isso, a Lei Maria da Penha ganhou reforço recentemente, quando os ministros do Superior Tribunal Federal (STF) concluíram que a abertura de ação criminal contra o responsável pela lesão corporal não está mais condicionada a uma representação da vítima, ou seja, a mulher não precisa mais prestar queixa, basta qualquer denúncia de vizinhos. Isto certamente contribuirá para que os culpados sejam efetivamente punidos e não possam em virtude de ameaças, continuar impunes.
A morte de mulheres nas mãos daqueles que diziam amá-las precisa ter fim. A mobilização em torno do tema tende a crescer a cada dia. Uma medida reivindicada em Mogi é a criação de uma Coordenadoria da Mulher, o que permitiria a vinda de recursos federais para aumentar a rede de proteção às mulheres e pode ser uma boa solução para atenuar este problema que aflige toda a sociedade, independentemente do poder aquisitivo das famílias.
O ritmo de carnaval contagia o País, mas não podemos fechar os olhos para questões importantes como a violência contra a mulher. Na semana passada foi condenado Lindemberg Alves Fernandes, assassino confesso de Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos. O fato ocorrido em 2008 mobilizou o País, que acompanhou o drama da menina e dos amigos que estavam em seu apartamento em Santo André e foram feitos reféns pelo ex-namorado, que não aceitava o fim do relacionamento. Como ela, muitas mulheres são agredidas por homens violentos, que não conhecem outra forma que não seja a força para resolver seus conflitos.
O caso Eloá levanta ainda outras questões como a invasão da polícia, se foi correta ou não, e a cobertura da Imprensa, que se permitiu entrevistar Lindemberg em um programa de TV. Por mais que cobremos liberdade de Imprensa, em um momento como este é preciso um rigor maior para evitar interferências no trabalho policial. Quem sabe assim o desfecho não fosse outro? São especulações sobre perguntas que nos fazemos sempre para definirmos quais são os nossos limites. O mesmo vale para a polícia, será que as negociações não se estenderam por tempo demais?
Enquanto isso, a Lei Maria da Penha ganhou reforço recentemente, quando os ministros do Superior Tribunal Federal (STF) concluíram que a abertura de ação criminal contra o responsável pela lesão corporal não está mais condicionada a uma representação da vítima, ou seja, a mulher não precisa mais prestar queixa, basta qualquer denúncia de vizinhos. Isto certamente contribuirá para que os culpados sejam efetivamente punidos e não possam em virtude de ameaças, continuar impunes.
A morte de mulheres nas mãos daqueles que diziam amá-las precisa ter fim. A mobilização em torno do tema tende a crescer a cada dia. Uma medida reivindicada em Mogi é a criação de uma Coordenadoria da Mulher, o que permitiria a vinda de recursos federais para aumentar a rede de proteção às mulheres e pode ser uma boa solução para atenuar este problema que aflige toda a sociedade, independentemente do poder aquisitivo das famílias.
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