Em tempos de Lei Mogi Mais Viva, os candidatos a deputado federal e estadual por Mogi das Cruzes têm de ficar atentos ao lixo eleitoral de toda espécie que produzem. E a temporada já começou: ainda nesta semana, três imóveis foram notificados pela Prefeitura, dois deles por conter, em seus muros, publicidade de candidatos e outro por haver uma bandeira fixada na fachada de uma casa. Uma lei de 2007, de autoria do então vereador Antonio Lino da Silva, proíbe qualquer propaganda deste tipo.
Por outro lado, a Lei Mogi Mais Viva também regulamenta este item e proíbe cartazes e faixas, além da distribuição de panfletos nas ruas, mas já abriu exceção para os santinhos. Os moradores de residências é que já estão alarmados: depois de ver suas garagens limpas e sem panfletos comerciais por conta desta nova lei, eles têm reclamado que durou muito pouco essa norma e que, agora, suas casas já estão repletas de panfletos, folhetos e santinhos de candidatos sujões. A alternativa, então, é investir na publicidade legal da mídia impressa para ganhar a confiança do eleitor, aproveitar o horário gratuito na televisão para a campanha, muito embora muita gente prefira mudar de canal numa hora dessas e, principalmente, investir no ”olho no olho”, no “corpo a corpo” com o eleitorado, ouvir suas queixas e aspirações e, de verdade, se comprometer a melhorar a vida da comunidade que investiu, por meio do seu voto, em um representante à altura do discurso proferido nos meses que antecedem o pleito.
Mais do que nunca, vivemos num tempo em que transparência é ordem; o brasileiro está exausto de promessas não cumpridas e de escândalos. Embora pareça que muita gente não se interessa por política, que fique claro: algo está mudando e o leitor pode ter certeza que, políticos envolvidos em falcatruas não têm mais espaço e devem viver no ostracismo total. Assim seja!
|