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 Home | A Semana | Expediente | Fale Conosco Edição: 718 de 4 a 10 de Fevereiro de 2012
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Mulheres: sim, é possível superar!
Edição: 618 de 5 a 12 de Março de 2010

Neste Dia da Mulher, celebrado dia 8 de março, o jornal A Semana conta hoje três boas histórias de mulheres que superaram momentos difíceis em alguma fase de suas vidas. São relatos emocionantes que, com certeza, ensinam alguma coisa para todos: não desistir nunca, ter fé e acreditar que o futuro sempre poderá ser diferente.

“Nunca desisti de ser feliz”



A determinação de dar uma família para os filhos fez com que Deloy Lima nunca pensasse em desistir. A carioca se mudou de mala e cuia para Mogi nos anos 70. A razão? O amor. “Conheci o Antonio quando visitei a minha irmã, que morava aqui”, conta. A relação terminou em casamento e, da união nasceu Leonardo. O destino, porém, quis que a história terminasse prematuramente. “O meu marido morreu quando o meu filho tinha três meses”, lembra. O amor interrompido quase que lhe rouba a vontade de viver, se não fosse um casal de amigos a apoiá-la nessa nova fase.

Cerca de um ano depois, a vida a brindou com um novo amor, com quem casou novamente. Teve outra filha, Maraísa, e deu um pai a Leonardo. “O meu filho era louco por ele, tanto que a primeira palavra que falou foi ‘pai’”, conta. Mas Deloy voltou a passar pela mesma dor de perder um amor, quando, em 88, viu o marido morrer vítima de enfarto. “Os meus filhos sofreram muito, principalmente o Leonardo. Ele sempre me pedia para eu comprar um pai para ele”, conta emocionada.

De volta ao primeiro amor

“Eu sempre senti o desejo de fazer alguém feliz, porque a minha felicidade seria consequência disso”, afirma. E, em 91, o pai que Leonardo tanto ansiava chegou, finalmente. “Reencontrei o meu primeiro namorado, voltamos a nos encontrar e acabamos casando anos depois”. Hoje, Deloy é uma mulher feliz. Os filhos, já adultos, veem em Sérgio um verdadeiro pai e ela, que sempre lutou por isso, se orgulha da família que construiu. “Sei que sou guerreira, porque não esmoreci. Os meus filhos mereciam alguém forte cuidando deles”.

“Sempre lutei pelo tratamento da minha filha”



Ilma Nogueira de Oliveira é uma mulher guerreira. Ela própria o diz. A razão? Ela lida há 36 anos com a doença da sua filha Roberta. “Ela sofreu um trauma no parto, que culminou em uma paralisia cerebral”, conta. Apesar de confessar que foi uma grande dificuldade lidar com o fato de ter uma filha com necessidades especiais, ela deixa claro que levou tudo com muito ânimo. Aliás, “tem de rir para não chorar”, comenta.

A dificuldade financeira para manter o tratamento da filha em um hospital de São Paulo foi um dos grandes desafios de Ilma. “Eu sabia que isso era fundamental para a Roberta. Por isso, abandonei todos os luxos para conseguir comportar as despesas do tratamento”, confessa.

Hoje, divorciada, ela explica que, quando o marido saiu de casa, as dificuldades para cuidar da filha aumentaram. “A Roberta tinha uns 18 anos quando me divorciei”, diz. “Acho que ele não conseguiu lidar tão bem com a paralisia da Roberta quanto eu”, supõe.

E eis que veio a bocha

Roberta fazia fisioterapia no Náutico, quando, em 2002, foi convidada a praticar bocha adaptada pelo professor Ronaldo Gonçalves de Oliveira. “Nunca vou esquecer esse homem, ele mudou a vida da minha filha”, diz Ilma. E não foi só a Roberta que melhorou desde que pratica bocha. “Eu também cresci muito, porque aprendi que ela pode ter a sua independência através da prática do esporte”, afirma.

Hoje, Ilma acompanha os treinos de Roberta, que coleciona títulos no Mundial, no Pan, no Paulista e no Campeonato Brasileiro. “Se eu sou uma vencedora, é por causa da minha filha”, diz.

“Tive muita fé para superar o câncer”



Nesta sexta-feira (5), a professora Jurema Aparecida Daibs, comemorou duas datas: o aniversário de 54 anos  e os de vida e oito de renascimento. A data foi celebrada com bolo e “Parabéns à Você” com as colegas do Cecan (Centro de Convivência e Apoio ao Paciente com Câncer”, onde ela participa de diversas atividades, entre elas, o Coral. “As dores dos três partos naturais que tive não foram tão intensas quanto as que senti há oito anos, quando descobri que tinha câncer de mama com metástases ósseas. Foi um momento difícil, durante dois anos vivia entre a minha casa e o hospital, fiz reconstrução de mama,  transfusões de sangue, emagreci demais, vestia manequim 36, deixei de lado a vaidade e fiquei muito debilitada, tive de me aposentar e isso me doeu muito, tomei altas doses de radioterapia e quimioterapia. Os médicos acharam que eu não ia viver”.

Jurema é um bom exemplo de mulher de verdade. Daquelas que se agarra à vontade de vencer para conquistar seus objetivos de vida. “Em primeiro lugar é preciso ter muita fé em Deus, boa vontade para encarar todo o tratamento. Às vezes eu estava em casa, deitada, e minha neta Lívia, na época com 3 anos, ficava me olhando e pedia para eu tirar o lenço e dizia que amava a vovó mesmo carequinha. Isso me emocionava muito e muitas coisas passavam pela minha cabeça. Eu chorava e só pensava como eu queria ver meus netos crescerem e acompanhar cada fase deles. Mas esse choro me motivava a lutar ainda mais contra a minha doença”. Hoje oito anos se passaram e Jurema tem a felicidade de compartilhar todos os momentos com os filhos Patrícia, Vivian e Rafael e os netos Lívia, Otávio e Isabela.

Agora, Jurema faz acompanhamento médico de observação e está bem. E, passado esse momento difícil, ela aconselha a mulher que vive as várias jornadas diárias de trabalho. “É preciso dividir todas as responsabilidades num casamento, criar filhos independentes, sabendo dizer ´não´quando necessário, viver um dia de cada vez, não passar dias em branco, colocar você em primeiro lugar e viver de maneira saudável”.

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