Crianças estão dependentes de eletrônicos

Publicado em 11/10/2018

     

De acordo com o Painel Nacional de Televisão, do Ibope Média, em 2015 para 2016, crianças entre quatro a 11 anos representam 2,9% dos telespectadores que ficam mais de seis horas diárias consumindo programas por meio de TV ou tablets, com possibilidades de subir ainda mais nos próximos anos. O problema é que a diversidade de programas infantis tanto em canal aberto quanto fechado pode proporcionar problemas emocionais.

Para a psicóloga Priscilla Paccitto, o fato de assistir TV, vídeos ou jogos ser ou não prejudicial às crianças depende do tempo, da frequência e do contexto em que a criança está exposta às telas. “Os pequeninos precisam de outros estímulos para se desenvolver plenamente”. Ela complementa ao dizer que, necessariamente, não é  necessário excluir a tecnologia das crianças. “Mas é fundamental que não haja um uso exagerado dos dispositivos”,.

 

Quando começa a ser prejudicial?

Grande parte da programação atual dos canais de televisão está diversificando seus conteúdos, entretanto, há uma forte presença de violência e outros recursos da mídia que se tornam perigosos para quem ainda está em fase de formação psicológica e precisa de orientação sobre o que deve ou não assistir. “O acesso à tecnologia pode prejudicar se for feito de forma desproporcional, como incentivar a competição negativa. Além disso, a linguagem de determinados jogos pode ser incompatível com a faixa etária”, afirma Priscilla.

O que os pais podem fazer?

Ficar atentos, observar o comportamento dos filhos e acompanhar o que eles estão assistindo, pode e muito colaborar para o desenvolvimento da criança e assim evitar danos emocionais.

“Os responsáveis devem sempre procurar por conteúdos de qualidade e educativos para a faixa etária adequada. Saber o que o filho acessa é fundamental e o tempo de consumo não deve ser superior ao de atividades físicas ou de sono”, ressalta a psicóloga.

Vale destacar que há veículos e programações que colaboram com o desenvolvimento da criança, mas é necessário manter o diálogo e acompanhar o que os pequenos andam assistindo. O ideal é apostar em programações que incentivam no aprendizado e estimulam a socialização e coordenação motora. “Alguns programas podem  colaborar no desenvolvimento intelectual, habilidades cognitivas, com a resolução de problemas, tomada de decisão, reconhecimento de padrões, regras, processamento de informações, criatividade e pensamento crítico”, conclui a especialista.






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