Pessoas alérgicas podem conviver com pets?

Publicado em 22/01/2019

     

Ter um pet em casa é sempre motivo de alegria. Eles são bons companheiros, estimulam a atividade física, socialização e ensinam às crianças valiosas lições sobre responsabilidade e carinho. Porém, há casos em que os animais também podem se transformar em agentes causadores de alergias respiratórias.

As reações alérgicas ao pelo estão entre as principais queixas e os sintomas mais comuns são: espirros, obstrução nasal, coriza, coceira nos olhos e garganta, podendo evoluir para quadros mais graves, como falta de ar.

Para pessoas com histórico alérgico e que desejam ter um pet, o médico otorrinolaringologista da Clínica Respirar, Mohamad Saada, aconselha animais como peixes e tartarugas, pois não soltam pelo ou caspa. “Não é preciso desistir da ideia de ter um animalzinho, basta sair do convencional e procurar por espécies diferentes, que não demandam um contato muito próximo”, explica.

 

Mas o que fazer quando a família já possui um pet e recebe a chegada de um bebê que se revela alérgico ao animal?

O médico destaca que há muitos estudos mostrando que crianças nascidas em lares com pets têm chances mínimas de desenvolver alergias, mas isso pode acontecer. Nesses casos, o cuidado redobrado na manutenção e limpeza da casa, bem como na escolha de móveis e demais itens de decoração é essencial.

“O ideal é não ter tapetes e evitar sofás e poltronas revestidos por tecidos que seguram poeira. No lugar desses objetos, dê preferência àqueles que possam ser facilmente higienizados com um pano úmido. Tratam-se de medidas simples, mas eficientes”, esclarece Saada.

Manter o pet com banhos e vacinas em dia e orientar a criança a não carregá-lo no colo também são recomendações do otorrinolaringologista para evitar crises alérgicas. “Também é importante observar se os produtos empregados na higiene do animal não têm perfume muito forte e, caso sejam motivo de algum desconforto, é aconselhável suspender seu uso e adotar outro sem odor”.

 

Cuidados médicos

Além dos cuidados com a limpeza da casa e do próprio pet, é de extrema importância que a pessoa alérgica consulte-se regularmente com seu médico: “só assim, é possível avaliar se as medidas tomadas são suficientes para garantir um convívio saudável e feliz entre humanos e pets”, pondera Saada.

 






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