Alerta para os riscos de câncer de pele

Publicado em 14/12/2018

     

O câncer de pele deve atingir este ano 600 mil pessoas no país, segundo estimativas do INCA - Instituto Nacional do Câncer. Este é o tipo de câncer de maior incidência no Brasil, que representa 30% de todos os tumores malignos no Brasil. Para o biênio 2018/2019, a estimativa é de 165.580 novos casos de câncer de pele não melanoma. A estatística indica uma redução de 10 mil casos de um biênio para outro. E a informação nova é a de que a doença tem maior incidência em homens (85.170) do que mulheres (980.410), ainda segundo o INCA.

De acordo com o cancerologista Flávio Isaias Rodrigues, diretor clínico do Centro Oncológico Mogi das Cruzes, há três tipos de câncer de pele: carcinoma basocelular (CBC), carcinoma espinocelular (CEC) ou melanoma. A exposição excessiva ao sol sem o uso de protetor solar ou outros tipos de barreiras físicas, como chapéu, boné e guarda-sol são as principais causas da doença. Mas ele faz o alerta de outras origens: “Na maior parte dos casos, pessoas de pele mais clara, que não fazem uso adequado do protetor solar ou outro tipo de barreira física são as mais predispostas. Porém, o CEC, o segundo tipo mais comum de câncer, também pode atingir pessoas que tenham recebido órgãos transplantados e feito uso de drogas anti-rejeição”.

Também há registros de CEC entre dois grupos: pacientes submetidos a tratamentos de radioterapia, quimioterapia; e pessoas que já apresentam problemas crônicos na pele, como feridas que não cicatrizam e sangram ocasionalmente.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é feito por um dermatologista, que analisará o aspecto da lesão e avaliará se sua coloração e forma são suspeitos. “Caso o tecido apresente sinais característicos, uma amostra é colhida e enviada a um laboratório de análises clínicas, que fará a biópsia do material”, explica o médico.

A remoção cirúrgica da lesão é o procedimento mais indicado, mas somente avaliando caso por caso é possível saber se ela será combinada aos tratamentos de radioterapia ou quimioterapia. “Somente um médico poderá fornecer o diagnóstico correto e indicar o tratamento adequado para o tipo de câncer detectado, de acordo com a idade, histórico médico e condições físicas gerais do paciente”, avisa Isaías.

 

Prevenção

Usar protetor solar de forma adequada é fundamental. É bom também evitar exposição ao sol entre 10h e 16h e se proteger com chapéus, bonés e guarda-sol ou, até mesmo, com sombrinhas são outras formas de prevenção, que devem ser combinadas ao uso do protetor solar.

No caso do melanoma, além adotar hábitos para se proteger do sol, pessoas que têm histórico desse tipo de câncer na família devem realizar exames preventivos regularmente, pois o risco é maior quando há casos registrados em familiares de primeiro grau.






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