Onde vamos parar?

Publicado em 14/09/2018

     

Faz tempo que a paz, o bom senso e o respeito não dá as caras por aqui. A falta de noção e o ódio àqueles que pensam de forma diferente estão causando sérios estragos, quando esta seria a hora de parar para pensar naquilo que queremos para o nosso futuro.

Não podemos deixar de referir o covarde atentado contra o candidato Jair Bolsonaro (PSL) na semana passada, vítima de uma facada que o deixou na UTI. Independentemente dos valores defendidos pelo capitão, nunca haverá justificativa para este tipo de crime. Quem é vítima de violência nunca deve ser culpado pelos impensados atos de outra pessoa, seja ela um ferrenho defensor do porte de arma liberado ou uma mulher de saia curta que foi vítima de assédio.

Existem milhares formas de ver o mundo. Só que, hoje, tudo se resume a dois lados: direita e esquerda. Então, automaticamente, quem é contra um está apoiando o outro. É isso que se pensa, mas isso não pode corresponder à realidade. A maneira como o outro vê a sociedade não pode ser diminuída apenas porque é diferente da nossa forma de estar perante a vida. E isso está chegando a patamares inimagináveis. 

Amigos que deixam de se falar porque um é Haddad e outro é Bolsonaro, brigas de família que chegam a vias de fato porque têm ideologias diferentes. Xingamentos e discussões são o prato do dia nas redes sociais. Mais ninguém respeita o próximo.

E isso não é só o cidadão comum. Os próprios candidatos vivem se atacando, mostrando o lado podre do adversário. Isso causa um efeito cascata para os eleitores. Para os mais desprovidos de bom senso, isso provoca uma sensação de ódio que pode até terminar em tragédia.

Pensar diferente faz bem. Traz pluralidade de ideias para o debate, o que só fortalece o nosso papel na sociedade. Mas para que isso funcione, é preciso que haja respeito. Nada de deletar das redes sociais o amiguinho que vai votar diferente de você. Nada de inventar “fake news” para denegrir políticos – a maioria já consegue se prejudicar pelas suas próprias ações.

Você não precisa mudar de opinião. Mas não custa nada ouvir o que o outro tem para dizer. Não precisa concordar, mas escute. Tente compreender. Observe o problema como um todo. Se mesmo assim achar que o que você pensa está certo, apenas mude de assunto ou aceite que o outro tem todo o direito de pensar diferente. Afinal, se todos gostassem do amarelo, o que seria do azul?






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