Não podemos deixar de cobrar

Publicado em 08/02/2019

     

Desde segunda-feira, dia 4, o Expresso Leste aumentou o atendimento para Mogi das Cruzes. O serviço está disponível de segunda a sexta-feira, das 9 às 15 horas, e aos sábados e domingos durante toda a operação.

A cena foi linda de se ver, vários políticos e assessores fazendo a viagem inaugural, ao lado do secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, e o presidente da CPTM, Pedro Tegon Moro. Muitos encheram suas redes sociais com fotos da participação no momento, reivindicando o direito de paternidade do projeto. 

O problema da baldeação é antigo aqui no Alto Tietê. Entrava prefeito, saía prefeito e o problema se mantinha para os milhares de usuários que precisavam enfrentar a terrível baldeação em Guaianases. E, para eles, na verdade, nada mudou. O trem direto ainda não será possível nos horários de pico, onde é mais necessário e onde a cidadania dá lugar à selvageria apenas para conseguir um lugar sentado ou, simplesmente, entrar no vagão sem perder nenhum sapato no vão entre o trem e a plataforma.

Para muita gente, a medida não vai beneficiar em nada. Mas verdade seja dita, é melhor do que nada. Ainda assim, é preciso seguir cobrando por mais atenção para a nossa região.

Outro assunto abordado durante a visita do secretário estadual de Transportes Metropolitanos e do presidente da CPTM foi a construção da nova Estação Mogi das Cruzes da companhia. Outro projeto antigo, feito junto com o da passagem subterrânea do centro da cidade. Mas, até agora, nada feito. O projeto do túnel precisou ser alterado porque o Governo de Estado nada fez na estação, que seria deslocada em cerca de 150 metros e ficaria em frente ao Terminal Central, de onde partiria uma passarela para que os usuários acessassem as plataformas ou atravessassem a linha férrea. Agora, o Moro (o da CPTM, não o ministro, vale frisar) promete retornar com esse projeto. 

E nós vamos cobrar. Muitas promessas já foram feitas e muitas desculpas foram dadas quando os projetos não saíram do papel. Não apenas do Governo de Estado, mas também do Governo Federal – quem lembra da lambança que aconteceu com a polêmica dos viadutos, que já viraram lenda?

Vamos ficar de olho. E pedimos aos nossos políticos que não se limitem a posições estratégicas para aparecer na foto. É preciso trabalhar de verdade para a nossa região que não aguenta ser mais esquecida.






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