E as coisas entram nos eixos

Publicado em 04/07/2018

     

Depois de quase dois anos de contenção de despesas, com cortes nas principais festividades da cidade, como ExpoMogi e os tradicionais desfiles carnavalescos, Mogi volta a respirar um pouco e, já este ano, voltará a comemorar o seu aniversário em grande estilo. Este ano, a cidade vai celebrar 458 anos com o regresso da feira que movimenta os mogianos, com destaque para os shows dos cantores Michel Teló e Projota. Além disso, o Carnaval de rua voltará a acontecer em Mogi depois de dois anos. A Prefeitura, aliás, já abriu as inscrições para as escolas de samba da cidade que desejam participar dos desfiles. Apesar do regresso do evento, a administração municipal já avisou que fará tudo em um modelo mais enxuto e econômico.

Assim que o prefeito Marcus Melo avisou sobre os eventos, houve várias reações. Aqueles que comemoraram o regresso das ações culturais e aqueles que acham que é desperdício de dinheiro pagar milhares de reais para artistas famosos se apresentarem na cidade, quando ainda há tanto a ser feito.

Claro que não podemos viver de pão e circo. Sabemos que ainda falta muito para Mogi deixar de ter problemas. Que ainda há pessoas muito carentes nos bairros da periferia. Que tem bairros sem asfalto. Que sofremos com falta de segurança de leste a oeste no município. Para que Mogi cresça, ainda é preciso mais. Mas não é porque a Prefeitura contrata um ou outro artista que Mogi está mais ou menos mal. A realização de um evento em comemoração aos 458 anos da cidade não pode ser visto com maus olhos, só porque o dinheiro podia ser gasto com outras coisas. Tem de haver prioridades? Sim. Show com grandes artistas é uma delas? Não deveria ser. Mas entretenimento nunca fez mal a ninguém. E aqui entre nós, quando em 2013 a Prefeitura quis cancelar o carnaval de rua e os eventos em comemoração ao aniversário por conta da diminuição do preço da passagem, muitos “tacaram pedras”, acusando o então prefeito Marco Bertaiolli de querer acabar com a diversão dos cidadãos. Ser político de Mogi não deve ser nada fácil: tem de governar a melhor cidade da região, dar entretenimento o suficiente para alegrar o povo, mas não em demasia para que não mascare os problemas do município e ainda querer agradar a todos. Isso é coisa de super-herói. Ou seja, é impossível. Então, vamos torcer para que a cidade continue crescendo, para que dê para seguir trabalhando pelos municípes e, ao mesmo tempo, oferecer atividades culturais – de graça – para todos. 

 






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