Diegão visita barragem e quer sistema de alarme e plano emergencial da Defesa Civil de Mogi

Publicado em 11/02/2019

     

Em visita à barragem de Taiaçupeba, na tarde de hoje, o vereador Diego de Amorim Martins (MDB), o Diegão, conferiu como funciona o reservatório de água, na divisa de Mogi das Cruzes com Suzano, e todo o seu monitoramento, juntamente com o gerente de Divisão da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Emerson Martins Moreira. Apesar do risco de rompimento ser bastante remoto, segundo o vereador pode conferir, ele quer que a Prefeitura, por meio da Defesa Civil Municipal, elabore um plano emergencial na iminência de um eventual rompimento, com orientação para que os moradores das áreas ribeirinhas e de Jundiapeba saiam a tempo - já que seriam os mais afetados -, e também que seja implementado um sistema de alarme. “O próprio gerente da Sabesp disse que já está sendo elaborado um Plano Setorial de Emergência, em que a Defesa Civil Estadual deverá se reunir com a Sabesp e envolver, futuramente, as Defesas Civis Municipais, para viabilizar um maior controle de segurança, além do que eles já têm. Só que se a nossa Defesa Civil de Mogi já se antecipasse a isso, ficaríamos mais tranquilos, afinal, é sempre melhor prevenir do que remediar, visto que não há, hoje, nenhum sistema de alarme ou orientação”, justificou Diegão. 

Moreira, o gerente de Divisão da Sabesp na região, explicou que o Sistema Produtor Alto Tietê (Spat) é composto por cinco barragens, sendo a de Paraitinga (que fica na divisa de Biritiba Mirim com Salesópolis), a de Ponte Nova (que é a maior e que fica em Salesópolis), a de Biritiba (Biritiba Mirim), a Represa de Jundiaí e de Taiaçupeba, ambas na divisa de Mogi das Cruzes com Suzano. “Em termos de tamanho, 60% da água dessas barragens encontra-se em Ponte Nova, ou seja, dos 560 milhões de metros cúbicos de água de todo o sistema, mais de 300 milhões de m3 estão em Ponte Nova. A barragem de Taiaçupeba, por exemplo, concentra 85 milhões de m3”, informou ele.  

 

Monitoramento 

Diegão conferiu que a Sabesp possui um sistema computadorizado de monitoramento do nível, de aferição dos equipamentos, capacidade atual das barragens e vazão de descarga.  

Conforme o gerente da Sabesp explicou, em Taiaçupeba, não há comportas e o sistema de vazão de descarga é utilizado toda vez que o reservatório enche além da capacidade normal. “Ele garantiu que não há riscos de rompimento e que as barragens do Sistema Alto Tietêa, apesar de serem de propriedade do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), são constantemente monitoradas por uma equipe da própria Sabesp juntamente com a de uma empresa especializada, por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), que eles têm”, detalhou Diegão. 

Ao vistoriar “in loco” a represa de Taiaçupeba, o vereador constatou que, em caso de rompimento, a área mais afetada seria em Mogi a do distrito de Jundiapeba e as construções que margeiam o reservatório. “Por isso é importante combater as ocupações irregulares na várzea das represas e implantar logo um plano de orientação, com treinamento, simulações e sirenes. Porque o risco é baixo, porém, naturalmente, ele existe”, frisou o parlamentar, que irá elaborar uma indicação sobre o tema. 






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