Opinião

11 de agosto de 2017
 

Mogi precisa crescer

Mogi das Cruzes tem um carro para cada dois habitantes, ou seja, é como se 50% dos mogianos usassem o seu veículo para se locomover no município. O resultado está aí, para todo mundo ver: filas e mais filas de carros, espremidos pelas ruas estreitas do nosso amado centro, dividindo espaço com pedestres sem espaço nas calçadas, automóveis estacionados e bicicletas que, na falta de ciclovias, precisam do seu espaço para transitar.
Todos reclamam do trânsito. Mas a verdade é que poucas são as pessoas que deixam o carro na garagem para pegar o ônibus. De um lado, a comodidade do veículo próprio é bem mais atrativa. Do outro, as reclamações das condições do transporte coletivo, que vive lotado, acaba afastando novos usuários.
Dizem que nada pode estar tão mal que não possa piorar. Pelo menos essa é a visão dos pessimistas, que tem reclamado infinitamente da passagem subterrânea do centro da cidade. “Estreita”, “inútil”, “superfaturada”, dizem eles. O fechamento (já revertido) da passagem de nível da rua Deodato Wertheimer foi objeto de muitas reclamações. As cancelas, que durante anos travaram a cidade, ainda vão prosseguir por mais um tempo. Mesmo com um túnel novinho ali do lado, ainda há quem prefira esperar o trem passar.
Ninguém gosta de mudanças e a adoção de trajetos alternativos chateia o motorista acomodado que gosta de fazer sempre o mesmo caminho para o trabalho. A situação piora para os comerciantes das imediações que, em plena época de crise, não viram com bons olhos a decisão da administração pública que afetou diretamente os seus negócios.
Mas se queremos melhorias na mobilidade urbana da nossa cidade, precisamos aceitar que são necessários sacrifícios. Não se fazem obras deste tipo do dia para a noite. Mogi é uma cidade antiga que realmente não está preparada para o crescimento atual. Então, é preciso arregaçar as mangas e fazer o que dá para fazer, sempre tentando evitar maiores constrangimentos.
Obras que afetam o dia a dia da população nunca agradarão a todos. Reclama o motorista, reclama o comerciante e reclama também o pedestre. Mas é preciso ser otimista, aceitar as mudanças provisórias e torcer para que novos incômodos não ocorram. Afinal, o que todo mundo quer é uma Mogi das Cruzes cada vez melhor, adaptada ao crescimento que a afeta e sempre pensando mais à frente. Enquanto isso, vamos seguindo as setas das rotas alternativas.

 

CHARGE DA SEMANA

por Gabi Costa





 
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