Especiais

11 de outubro de 2017
 

Amor ensinado por crianças especiais

Todas as crianças são especiais, mas tem aquelas que têm o dom de nos ensinar a cada dia o valor do amor. Elas mostram que, mesmo atravessando dificuldades e condições diferentes, são capazes de levar a vida com muita alegria e determinação.

 

Enxergando com a alma

Ela adora assistir Friends, toca piano, estuda inglês, faz dança e teatro, aprendeu espanhol sozinha, gosta de maquiagem e pretende em breve voltar às aulas de natação. Podem ser atividades normais para uma criança de 12 anos, mas para Letícia Cordeiro são prova de que ela é realmente uma criança mais do que especial. É que a Lele, como é carinhosamente chamada por todos, nasceu com amaurose congênita de Leber (ACL), uma doença degenerativa da retina caracterizada pela perda grave de visão desde o nascimento. Mas apesar de ela nunca ter visto como é o mundo, ela é mais capaz de enxergar do que se imagina. “A Lele vê com o coração, com os outros sentidos. Ela desenvolve a sua própria criatividade e imagina como as coisas são”, conta a mãe, Elisabete Cordeiro. E a concepção dela do mundo surpreende pela exatidão. “Associo o verde à natureza, o azul à cor do mar e o amarelo ao sol”, diz.

Letícia é exemplo para todos os que a rodeiam. A mãe é a sua principal fã e não esconde o orgulho. “O que no início era uma situação de desespero, em que eu não sabia o que fazer, hoje é o maior orgulho da minha vida, porque a minha filha me ensina diariamente a agir com amor perante as dificuldades”, relata, emocionada, acrescentando que percebeu a condição da filha quando ela tinha uma semana de vida.

Apesar de conviver bem com a falta de visão, Letícia é firme quando é questionada sobre qual é o seu maior sonho: “Poder enxergar”. O desejo enche os seus lindos olhos castanhos de lágrimas, mas não muda uma coisa: Lele é uma criança feliz, rodeada de amor. E ela não hesita em devolver esse amor para todos os que a conhecem.

 

Dificuldades superadas a cada passo

Sophia Luiza da Silva é uma garotinha de três anos que tem hidrocefalia e paralisia cerebral. Ela foi diagnosticada com o problema após completar um ano e, por conta disso, a menina não consegue ter firmeza nas pernas para andar.

Apesar de todas estas adversidades, isso não a impede de ser agitada e brincar muito. “Eu gosto de brincar de massinha com meus amiguinhos, gosto de fazer vídeo, minha avó comprou uma mesinha e gosto de brincar com a Nina, minha boneca e dou injeção nela quando ela não obedece. Eu gosto de dançar igual balé”, conta Sophia.

A mãe, Giovana Batista, detalha um pouco como é lidar com esta dificuldade. “Nós vamos atrás do tratamento dela na AACD, por ela ter atraso no desenvolvimento. Sem contar nos problemas com buracos na calçada, pois ela ainda usa andador e por conta disto não pode andar em estrada de paralelepípedo. Apesar de tudo isso, tentamos tratá-la como uma criança normal”, explica.

Para fazer com que ela tenha uma vida comum, Sophia frequenta a escola normalmente. “Tudo o que dá para ela participar eles colocam, inclusive na dança de quadrilha que fizeram”, completa Giovana.





 
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